A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) está a despertar um grande interesse por parte do sector empresarial. Este novo modelo de gestão engloba um conjunto de práticas e estratégias voluntárias que perseguem um equilíbrio entre as dimensões económica, social e ambiental e como consequência gerir o impacto na sustentabilidade na hora de fazer negócio.
Uma das práticas mais utilizadas pelas empresas neste terreno é a elaboração de uma Memória de Sustentabilidade. Esta supõe uma interessante ferramenta de sistematização da informação que ajuda a compreender de forma integral como está a contribuir a organização com respeito ao objectivo do desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, permite detectar riscos e oportunidades meio-ambientais, identificar quais são as áreas de melhoria, fomentar a inovação, incrementar o prestígio e reputação corporativa, assim como conseguir vantagens competitivas e influenciar o comportamento empresarial.(Porter y Kramer “Strategy & Society).
A política de Responsabilidade Social Corporativa e a realização de memórias anuais tem como objectivo comunicar aos grupos de interesse, tanto internos como externos, as acções levadas a cabo pela organização no âmbito ambiental, social e económico e como comenta Francisco González no Relatório Anual 2007 de Responsabilidade Corporativa publicado pelo BBVA “servir como alavanca de inovação e transformação”. Apoia-se nos vários valores centrais do sistema de gestão: transparência informativa, comunicação/diálogo com os grupos de interesse e medição e seguimento de indicadores chave.
Para poder cumprir com todas estas premissas e informar sobre a sustentabilidade de uma forma clara e aberta, as companhias necessitam de um marco de trabalho comum, com uma linguagem uniforme e parâmetros que sirvam para comunicar de uma forma clara e transparente as questões relacionadas com a RSC.
Com o objectivo de criar un modelo universal de Memórias de Sustentabilidade pôs-se en marcha em 1997 o Global Reporting Initiative (GRI), uma instituição independente que tem como missão elaborar e difundir o Guia para a Elaboração de Memórias de Sustentabilidade. Dois anos depois publicou-se o primeiro “Guia para a elaboração de Memórias de Sustentabilidade”, cuja última actualização foi em 2006 (G3). Hoje em dia, cerca de 1.000 organizações em mais de 60 paises declararam o uso do GRI Reporting Framework G3 como modelo para os relatórios de RSC.
As TI na gestão integral da RSC
Por outro lado, o GRI criou um grupo de sócios tecnológicos, em que os principais provedores de desenvolvimento de software se aliaram para apoiar a busca de melhores ferramentas de gestão da informação. Este tipo de soluções oferecem a possibilidade de levar a cabo uma gestão integral das práticas de RSC e sustentabilidade dentro das organizações, além de cumprir com as normativas governamentais, verificações e certificações assim como o compromisso que se tem com os nossos interesses públicos.
Existem alguns sistemas de gestão que se desenvolveram para poder medir, vigiar e gerir os programas de responsabilidade social corporativa. Entre eles destaca-se WebFocus RSC, a primeira solução de mercado que permite às empresas controlar a sua estratégia de RSC e a integração dos protocolos de desenvolvimento sustentável, conforme os critérios estabelecidos pelo GRI e ou a norma AA1000, com uma aproximação do quadro de mando alinhado com a estratégia corporativa.
Com esta solução, o utilizador pode visualizar no seu écran um quadro onde se reconhecem todos os indicadores chave da sustentabilidade que foram definidos pelo GRI (por exemplo: inserção de pessoas incapacitadas, reciclagem de detritos, tratamento de águas residuais, emissões de CO2, consumo de electricidade…), que permitem conhecer em tempo real como se desenvolve a estratégia de RSC, controlar tem a sua evolução e decidir em que áreas se tem de incidir para corrigir qualquer desvio, com uma filosofia de quadro de mando que permite compreender quais são os principais objectivos e progressos nesta matéria.
Este tipo de software ajuda as empresas a implantar un Quadro de Mando com o que se pode controlar de forma fácil e intuitiva, e em uma só tabela, todos os componentes de Sustentabilidade nas áreas Económica, Social e Meio-ambiental, começando pelas iniciativas, Aspectos e Indicadores GRI, tendências, objectivos etc. Desta maneira a organização poderá realizar análises, planificar estratégias, definir áreas de melhoria e partilhar a informação com outros utilizadores. Estes, por sua vez, poderão aceder à informação desde qualquer dispositivo com acesso à Internet, seja um computador de secretária, um portátil, PDAs ou telefone móvel.
Como resultado, as companhias vão poder ter um controle rigoroso sobre o seu comportamento na Sustentabilidade, e o que é mais importante, como comentam Porter y Kramer: “aproximar a RSC estrategicamente de maneira que mais que um custo proporciona vantagens competitivas às empresas através da inovação, enquanto solucionam importantes problemas sociais”
Os investidores cada vez prestam mais atenção às práticas de responsabilidade corporativa como um sinal de boa gestão e vêem as práticas solidárias como mostra de um enfoque são frente ao risco, como no caso do BBVA com o lançamento em 2007 do Plano Social para a América Latina com um investimento de 0,7% dos benefícios líquidos da região, e a criação da Fundação BBVA para as Microfinanças dotada com 200 milhões de euros.
De facto, os consumidores de hoje em dia estão a inclinar-se mais a comprar productos de companhias que consideram socialmente responsáveis, o que propiciou que muitas empresas tomem decisões para posicionar a sua imagem dentro desta tendência, como por exemplo o caso da Toyota e os carros híbridos, o caso da Google e a sua luta contra a alteração climática ou o caso da Ikea e a sua filial de projectos de energia renovável. Todos estes movimentos se podem seguir em portais temáticos de economia verde, como por exemplo www.greeneconomix.com, no qual a Information Builders participa como sponsor num esforço para patrocinar este tipo de iniciativas e fomentar a sustentabilidade.
Autor: José María García Soto
Vice-presidente da Região Sul da Europa e México da Information Builders.
Mais informação em www.informationbuilders.es
Publicado por greeneconomix 


